Fagundes minimiza palanque com Pivetta; ‘bem-vindo quem não for de esquerda’

O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), rebateu as especulações sobre a divisão do apoio da ala bolsonarista entre seu projeto político e o do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Embora o coordenador da campanha nacional do PL, Rogério Marinho, tenha afirmado que Flávio Bolsonaro (PL) dividirá o palanque com ambos no estado, Fagundes interpretou a situação com naturalidade, ressaltando que a prioridade da sigla é a eleição presidencial e que todos são bem-vindos no palanque de Flávio, desde que “não seja de esquerda”.

“O nosso principal projeto é Flávio Bolsonaro, o 22, para ser o nosso presidente da República. […] Então, todos que quiserem apoiar o Flávio Bolsonaro, de todos os partidos, que não sejam de esquerda, serão bem-vindos. Todos que quiserem pedir voto para o Flávio Bolsonaro serão bem-vindos. É o projeto do PL e de todos aqueles que estão coligados e aqueles que querem apoiar. Todos são bem-vindos”, pontuou em coletiva nesta terça-feira (25).

  A presença de lideranças apoiadoras de Pivetta nos encontros recentes com a comitiva nacional em Cuiabá havia levantado dúvidas sobre quem seria o candidato oficial do grupo no estado. Fagundes minimizou a proximidade dos adversários com a cúpula do partido e relembrou agendas anteriores no interior para demonstrar prestígio e prioridade política junto à família Bolsonaro.

“Olha, lá em Sinop também esteve o Flávio Bolsonaro, e eu vou me vangloriar porque fui o único que estava com ele no carro? E ele não aceitou outros políticos estarem juntos. Só fui eu que estava lá. Andamos lá. Todas as vezes que ele desceu do avião, entrou no carro e disse: ‘Wellington, vem cá’. […] Naquela época, ele disse como pré-candidato, porque não podia fazer crime eleitoral. ‘Nosso pré-candidato a governador é o Wellington Fagundes’”, relembrou, garantindo que seu projeto majoritário segue inalterado.

Ausência em evento

Na mesma ocasião, Fagundes também esclareceu os motivos de não ter comparecido ao evento promovido em Cuiabá por Rogério Marinho. O parlamentar explicou que a agenda tratava-se de um encontro técnico e restrito para captação de recursos com empresários e produtores rurais, ambiente no qual a participação de candidatos locais não é recomendada.

“Sim, não só convidado. Nós fomos tratar do assunto, lá em Brasília, como seria desenvolvida a campanha. E nós definimos que o Rogério Marinho, como senador da República, seria o coordenador. […] Agora, eu entendo que uma campanha de arrecadação para a campanha nacional não cabe candidato local”, afirmou.

Fagundes detalhou ainda que o objetivo central da passagem de Marinho pelo estado foi garantir sustentação financeira para a disputa nacional do PL.

“Ele veio aqui em uma missão para buscar o apoio, onde ele veio mostrar o plano de governo, mas também para buscar o apoio estrutural da campanha. Quem pode ajudar o partido com o fundo eleitoral e também com o FEFC, que é outra fonte de renda que pode ser feita por todas as pessoas físicas. E aqui, como Mato Grosso é um estado muito bolsonarista, produtores rurais, que têm muito movimento no CPF, que podem fazer doações”, concluiu.

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