O candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), afirmou que prefeitos estão sendo pressionados a apoiar a candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) em troca da liberação de recursos previstos em convênios com o Estado.
A declaração ocorre após uma série de prefeitos do PL anunciarem apoio a Pivetta. Entre eles estão Flávia Moretti, de Várzea Grande; Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; Sérgio Machnic, de Primavera do Leste; Emerson Sabatine, de Itanhangá; Edilson Antônio Piaia, de Campo Novo do Parecis; e Carlão Borchardt, de Tabaporã.
As adesões de Flávia, Cláudio e Sérgio provocaram ainda uma reação da direção estadual do PL. O presidente da sigla em Mato Grosso, Ananias Filho, anunciou a abertura de procedimentos internos contra os três por apoiarem Pivetta, contrariando a candidatura de Wellington ao governo.
Em Cuiabá, Abilio Brunini também não aderiu à campanha de Wellington. Contudo, diferentemente de Cláudio, Flávia e Sérgio, o prefeito da Capital evita declarar publicamente apoio a Pivetta, embora já tenha deixado claro que não pretende trabalhar pela candidatura do correligionário ao Palácio Paiaguás.
Durante entrevista, Wellington disse ter recebido relatos de gestores municipais que afirmam ter sido informados de que os convênios firmados com o governo não seriam pagos caso não apoiassem Pivetta.
“Eu tenho recebido muitos prefeitos que me falam: ‘Olha, Wellington, você me ajudou, você ajudou muito o município. O senador Jayme Campos ajudou muito o município. Mas nós assinamos convênios e eles estão dizendo que, se nós não apoiarmos, os convênios não serão pagos’”, relatou.
Segundo o candidato, parte dos convênios teria sido firmada próximo ao período eleitoral, com apenas uma parcela dos recursos sendo paga inicialmente. “O volume de convênios que foi feito no último ano, às vésperas do último prazo, pagando apenas um pouquinho e deixando 90%, 80%, 70% a pagar, isso tem que ser visto”, afirmou.
Wellington também disse ter recebido relatos de prefeitos que, após declararem apoio à sua candidatura, teriam mudado de posição por pressão. Segundo ele, um dos gestores chegou a gravar um agradecimento por recursos recebidos e posteriormente teria informado que precisaria apoiar Pivetta.
“Tem prefeito que foi lá no meu gabinete, gravou, agradecendo, e depois, do meu partido, e depois dizendo: ‘Olha, eu recebi pressão, eu vou ter que apoiá-lo’”, afirmou.
