Júlio se diz independente: “Bons projetos terão o meu apoio”

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que não será oposição automática nem apoiará incondicionalmente o próximo governador de Mato Grosso, caso seja reeleito.

Segundo ele, sua posição na Assembleia Legislativa será definida pelo conteúdo dos projetos, independentemente de quem ocupar o Palácio Paiaguás.

“Quem for o governador, se tiver bons projetos, terá o meu apoio. Se é ruim um projeto que prejudica o povo, prejudica os comerciantes, aumentar o imposto, não terá meu apoio”, afirmou.

“Eu sempre fui independente”, acrescentou. Júlio diz que a postura é a mesma que adotou durante o governo do ex-governador Mauro Mendes. “Eu nunca fui governista fanático pelo Mauro Mendes”, reforçou.

Para comprovar sua tese de independência, o deputado citou sua atuação na Câmara Federal durante o governo Dilma Rousseff (PT). Embora tenha sido opositor da petista, ele afirmou que votou a favor dos projetos encaminhados pelo Executivo quando considerava que eram necessários.

“Eu fui deputado federal de oposição a Dilma, mas votei muitas leis que o presidente Dilma mandava. E eram leis necessárias”, afirmou.

Júlio cita como exemplo medidas relacionadas às obras da Copa do Mundo de 2014 e projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ele, a mesma lógica será adotada com o próximo governador.

O deputado citou Wellington Fagundes, Otaviano Pivetta e Natasha Slhessarenko como possíveis nomes que podem chefiar o Governo e disse que adotará o mesmo critério com qualquer um deles.

Servidores públicos

A defesa dos servidores públicos, porém, aparece como um dos limites estabelecidos por Júlio. Ele afirma que não apoiará medidas que prejudiquem o funcionalismo e defende o pagamento dos valores atrasados referentes à Revisão Geral Anual (RGA) dos funciónários públicos de Mato Grosso.

“Não precisa ser pago à vista. Paga em cinco, seis anos. Dá o RGA normal e mais um percentual do RGA atrasado, até pagar tudo”, disse.

Júlio também criticou a ausência de parlamentares em uma sessão que discutiria o reajuste de 6,8% para servidores do Judiciário. Segundo ele, apenas dez dos 24 deputados compareceram.

“Nenhum governador tem sucesso se não tiver ao seu lado o servidor público estadual”, afirmou.

O deputado também se posicionou contra novos aumentos de impostos. “Ninguém aguenta mais a carga tributária no Brasil”, disse. Para ele, a situação dos serviços públicos reforça a necessidade da fiscalização e cobrança por parte do Poder Legislativo.

“Eu acho que o deputado tem que ser eleito para cumprir a função de fiscalizar, apresentar projetos e cobrar providências do governo”, argumentou.

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