O deputado federal reeleito Fábio Garcia (União) disse que não considera a possibilidade de voltar a ocupar um cargo de secretário na estrutura do governo do estado. O parlamentar disse que sua prioridade será exercer o seu mandato. A fala foi feita em coletiva de imprensa nessa segunda (05).
“Meu objetivo é seguir no mandato de deputado federal, exercer esse mandato na plenitude. Temos muitos desafios no nosso país e eu quero poder ajudar a consertar o Brasil”, disse o deputado em resposta ao GD.
“Eu vou para Brasília com a esperança e a vontade de fazer reformas profundas e importantes para consertar o Brasil”, reiterou na sequência. Porém, não citou quais reformas são essas.
Fábio foi secretário da Casa Civil entre julho de 2023 e agosto de 2025, na gestão do ex-governador Mauro Mendes (União), que foi eleito senador na eleição deste domingo (04).
Aliado de primeira hora de Mendes, Fábio chegou a ser indicado como candidato a vice de Otaviano Pivetta (Republicanos), mas acabou sendo substituído após ser alvo da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, por suspeita de envolvimento em esquema de desvio de recursos do governo estadual por meio da operadora de telefonia Oi. No lugar dele, Pivetta escolheu Gisela Simona (União).
O parlamentar defendeu, ainda, uma reforma dentro do Congresso Nacional para impedir que os presidentes da Câmara e do Senado engavetem projetos, mesmo com a maioria dos parlamentares desejando que eles sejam apreciados pelo plenário.
Além disso, defendeu mudanças no Código Penal para que os estados possam legislar na matéria e que seja feita uma Assembleia Nacional Constituinte para a adoção da pena de prisão perpétua no país.
“Sou contra que o presidente da Câmara e o presidente do Senado possam engavetar projetos eternamente, mesmo contra a vontade da maioria do plenário de que eles sejam pautados e votados. A gente precisa devolver o poder do Brasil para a democracia. Acredito que a gente precisa fazer uma grande reforma política no Brasil, uma reforma do nosso Código Penal antiquado, que não está sendo capaz de combater o avanço das facções criminosas”, concluiu.
