O ex-governador e ex-ministro Blairo Maggi (PP) criticou a indefinição da direita sobre a candidatura à Presidência da Republica para o pleito do próximo ano.
Para ele, a ausência de um nome concreto reflete mais o peso simbólico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre governadores e lideranças do que uma estratégia clara.
“Eu nunca vi, desde que esse processo começou, qualquer possibilidade de reversão para o ex-presidente voltar a disputar uma eleição. Pelo menos não agora, tá? Então, o lado da direita, o lado contrário do presidente Lula, precisa sim se organizar, precisa ter um candidato, precisa ter uma agenda e botar para correr. Senão não ganha a eleição”, disse ele.
O progressista ainda afirmou que muitas lideranças evitam tomar posição por receio de desagradar o eleitorado bolsonarista e, assim, acabar perdendo voto.
Ele também citou que governadores, como o paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), têm dificuldade para se distanciar do ex-presidente, por terem sido eleitos com seu apoio direto.
“Quando saiu a prisão do Bolsonaro, os políticos aqui de Mato Grosso, independentemente da cor política, menos os petistas, todos ficaram solidários com o Bolsonaro. O que que é isso? É, na verdade, solidário com ele? Não, não é. É solidário com a posição política, de querer não perder o voto que tem ao redor de de quem é que diz esse tipo de coisa. Então, para mim, tem muita coisa assim assim que não não combina, mas é faz parte da política”, completou.
Sobre a prisão de Bolsonaro, Maggi disse que não há consenso sobre o fato.
Ele avaliou que a polarização impede análises mais equilibradas no momento, mas acredita que decisões judiciais poderão ser revisitadas quando o clima político esfriar.
“Entre familiares e amigos, a divisão é total. Só quando a pressão diminuir será possível discutir o assunto com mais calma”, afirmou.
MARCOS LEMOS/diariodecuiaba
Foto: João Vieira/A Gazeta
