A Prefeitura de Novo Santo Antônio decretou situação de emergência devido ao avanço da erosão na margem esquerda do Rio das Mortes, no perímetro urbano do município. A medida tem como objetivo agilizar ações de proteção à população e recuperar áreas já afetadas por desmoronamentos e perda de infraestrutura.
O Decreto nº 113/2025 reconhece que as fortes chuvas, somadas ao desgaste das encostas, têm provocado desmoronamentos sucessivos, colocando moradores e transeuntes em risco. O documento autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais, convoca voluntários e permite contratações emergenciais para obras de resposta e reconstrução.
O texto do decreto também prevê desapropriações em áreas de risco intenso, com indenização e prioridade para realocação em locais seguros. Em situações de perigo iminente, equipes da defesa civil terão autorização legal para evacuar imóveis e prestar socorro imediato.
Um relatório técnico da Secretaria Municipal de Obras detalha a degradação da margem. Segundo o estudo, a combinação de solo arenoso, pressão hidráulica do rio, retirada de vegetação e chuvas concentradas favorece a erosão. As medições indicam profundidade próxima de 20 metros, aumentando os custos e a complexidade das intervenções.
O levantamento aponta a destruição de cerca de 120 metros da Avenida Prefeito Valdemir Antônio da Silva, principal acesso a diversas residências. A área mais vulnerável, com 250 metros, apresenta risco de atingir pelo menos uma casa no próximo período chuvoso, caso não haja intervenção imediata.
Entre as soluções propostas estão a reconstrução do trecho afetado, a implantação de contenções com gabiões (cilindros ocos de fitas de ferro, cheio de pedras, para servir em barragens, diques etc.) e a pavimentação da via, garantindo segurança do talude e a retomada da circulação.
Embora o município já tenha realizado obras preventivas em outros pontos, os técnicos defendem a necessidade de planejamento contínuo, incluindo monitoramento do rio, controle de ocupações em áreas de risco e restauração da vegetação ciliar.
O decreto tem validade inicial de 180 dias. A Prefeitura afirma que as medidas visam proteger vidas, reduzir prejuízos e garantir condições adequadas de circulação, enquanto novos estudos e intervenções estruturais são realizados.

Fonte: www.semana7.com.br
