O mês de fevereiro é marcado pela campanha de alerta às leucemias, um grupo de cânceres que afeta os glóbulos brancos, células essenciais para o nosso sistema imunológico. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estimam-se 11.560 novos casos da doença por ano no Brasil.
Como ainda não há formas comprovadas de prevenção primária, o diagnóstico precoce é a ferramenta mais poderosa na luta pela vida.
Os 4 principais tipos de leucemia
A doença se origina na medula óssea e pode ser classificada pela velocidade de progressão (aguda ou crônica) e pelo tipo de célula atingida:
- Leucemia Linfoide Aguda (LLA): é o câncer infantojuvenil mais comum, representando cerca de 75% dos casos nessa faixa etária. Possui crescimento rápido e exige tratamento imediato.
- Leucemia Mieloide Aguda (LMA): mais frequente em adultos, é agressiva e de rápida evolução, apresentando sintomas intensos desde o início.
- Leucemia Linfoide Crônica (LLC): atinge principalmente idosos (acima de 50 anos). Tem progressão lenta e é rara em crianças.
- Leucemia Mieloide Crônica (LMC): também atinge adultos e idosos. Por evoluir lentamente, muitos pacientes são assintomáticos e descobrem a doença em exames de rotina.
Sinais de alerta
Muitos sintomas podem ser confundidos com doenças comuns, por isso a atenção deve ser redobrada. Fique atento a:
- Cansaço excessivo e palidez;
- Febre persistente e perda de peso sem motivo aparente;
- Dores ósseas e gânglios (ínguas) inchados;
- Sangramentos frequentes (nariz ou gengiva) e manchas roxas na pele;
- Infecções recorrentes.
Ao notar esses sinais, procure um médico. O diagnóstico inicial é feito via hemograma e confirmado, se necessário, por biópsia da medula óssea.
Um gesto que salva: doação de medula
Para muitos pacientes, especialmente nos casos agudos, o transplante de medula óssea é a principal chance de cura. Como a chance de compatibilidade é de apenas 1 em 100 mil, o cadastro de doadores é fundamental.
Para ser um doador, basta ter entre 18 e 35 anos e estar em bom estado de saúde. O processo começa com uma simples coleta de sangue para análise de DNA e inclusão no cadastro nacional (REDOME).
Neste Fevereiro Laranja, informe-se e compartilhe. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera!
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