CBF recupera patrocinadores após debandada com Ednaldo e mira até R$ 250 milhões a mais no caixa em ano de Copa do Mundo

Enquanto Carlo Ancelotti e sua comissão técnica se desdobram para observar nomes e preencher as vagas que restam na seleção brasileira que vai à Copa do Mundo, a CBF tem, fora de campo, uma frente milionária às vésperas do torneio que pode devolver o país ao topo do futebol.

A entidade vive, meses depois da gestão Ednaldo Rodrigues, uma época diferente no aspecto comercial e começa a angariar novos patrocinadores que, juntos, podem garantir até R$ 250 milhões em 2026.

Três marcas já firmaram contrato com a CBF. Uber e Volkswagen foram as primeiras, em contratos que ultrapassam os R$ 100 milhões por ano, e ganharam recentemente a companhia do iFood. Todas elas terão logotipos ligados à seleção brasileira durante a Copa.

O plano de CBF é anunciar mais duas parceiras até o fim de fevereiro (uma gigante do mercado nacional, outra com abrangência internacional) e mais uma antes da estreia no Mundial, marcada para 13 de junho, contra o Marrocos, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Todos esses acordos totalizarão R$ 250 milhões a mais no caixa da entidade.

Mais do que o dinheiro, a CBF entende esses novos contratos como um sinal de recuperação no mercado. Há menos de um ano, quatro patrocinadores (Gol Linhas Aéreas, Mastercard, Pague Menos e TCL) rescindiram contrato com a confederação em meio ao desgastante processo político que culminou com a saída de Ednaldo Rodrigues da presidência.

A comparação da atual gestão se estende até mesmo à participação do Brasil na Copa de 2022, em que os valores pagos pelos parceiros eram consideravelmente menores. Alguns até trabalhavam com permutas, sem a inserção financeira dos acordos de momento.

A retomada no mercado publicitário, segundo apurou a ESPN, faz parte da “agenda de modernidade” pela qual a CBF passou nos últimos meses. Desde a mudança na presidência, com a troca de Ednaldo por Samir Xaud, assuntos ligados à profissionalização e melhora do futebol brasileiro foram colocados em pauta.

Entre os temas, estão a adoção de um fair play financeiro (que vale desde 1º de janeiro deste ano), a introdução do impedimento semiautomático usado na Premier League, a profissionalização da arbitragem e as mudanças no calendário, cujo ponto central foi a diminuição de datas dos estaduais. Na visão de quem comanda a CBF, esses assuntos foram sinais ao mercado de que uma nova era no futebol brasileiro foi iniciada.

A figura de Carlo Ancelotti também entra no pacote. Nome de credibilidade imensa no mundo, o italiano fechou ação milionária com a Ambev (Brahma) para gravação de comerciais antes da Copa e sempre comparece a eventos institucionais como representante da CBF.

A entidade aposta na credibilidade do experiente treinador, com passagens marcantes por MilanChelsea, PSG e Real Madrid, para também vender a imagem de profissionalização dentro da seleção brasileira, ainda mais após as constantes trocas de técnicos nos tempos de Ednaldo (Ramon MenezesFernando Diniz e Dorival Júnior).

Pedro Ivo Almeida – www.espn.com.br

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