Renegado pelo PL, MDB pode acabar voltando para a coalizão de apoio ao governador e pré-candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos). A sigla presidida em Mato Grosso pela deputada estadual e pré-candidata ao Senado, Janaina Riva (MDB), era apontada como potencial aliada do senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Palácio Paiaguás, mas a aproximação encontrou forte resistência dentro do partido bolsonarista, especialmente entre lideranças como o deputado federal José Medeiros (PL) e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que rejeitam uma composição com o MDB sob o argumento de que a legenda adotou posições antagônicas às defendidas pelo PL nas últimas eleições. Diante do cenário, Pivetta admitiu que pretende dialogar com a sigla para ampliar sua base de sustentação.
O governador destacou que sua pré-candidatura já conta com o apoio declarado do PSDB e do PP, que oficializou o alinhamento nesta semana, além da expectativa de adesão do União Brasil dentro da Federação União Progressista. “Estamos conversando com outros partidos que fazem parte da base do governo e vamos continuar dialogando com todos. É um processo de construção que ainda está em andamento”, afirmou.
Pivetta também valorizou a manifestação pública de apoio do prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), que contrariou a orientação do próprio partido ao defender a candidatura do republicano. O governador classificou o gesto como resultado do trabalho conjunto desenvolvido nos últimos anos e indicou que novas adesões podem surgir. Fico muito feliz com o apoio do Cláudio. “Ele reconhece o trabalho que estamos fazendo por Rondonópolis e por Mato Grosso. Tenho convicção de que muitos outros prefeitos do PL e de diferentes partidos também vão se manifestar no momento adequado”.
Outro partido que deve integrar o grupo político de Pivetta é o Podemos. Nos bastidores, a aproximação é vista como estratégica para Pivetta, já que reduz a possibilidade de uma candidatura própria do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, ao governo e agrega ao projeto eleitoral uma das principais lideranças políticas em atividade no Estado.
Max, no entanto, evitou antecipar uma decisão oficial, mas admitiu que existe uma tendência de manutenção da aliança construída com o atual governo. Segundo ele, a definição dependerá das discussões internas da legenda e da composição final das chapas que disputarão as eleições. “Hoje existe uma tendência de apoio, mas não há definição. Isso será decidido mais à frente, quando houver a consolidação das chapas e a convenção partidária. Essa não é uma decisão do presidente do partido, mas de todos os atores políticos que fazem parte do Podemos”, explicou.
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