Bebê do sexo feminino, de aproximadamente 8 meses, que foi encontrado morto dentro da lixeira de um condomínio em Várzea Grande, tinha luxação em um dos braços e má-formação na cabeça, apontou a Delegacia de Homicídios (DHPP). A criança foi encontrada por trabalhadores que faziam a coleta do lixo e estava dentro de uma caixa, enrolada em um saco plástico, ainda com o cordão umbilical.
Conforme o delegado Rogério Gomes, há indícios de que o bebê tenha sido deixado na lixeira por um morador ou visitante do condomínio, já que a lixeira fica localizada na parte interna do residencial.
O trabalhador, ao levar a lixeira para a área de separação dos resíduos, percebeu que havia um saco plástico com uma caixa e, ao verificar o conteúdo, localizou o feto. Em seguida, acionou o Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na expectativa de que ainda houvesse possibilidade de sobrevivência. No entanto, a morte foi constatada ainda no local.
Segundo o delegado, o feto possuía algumas lesões aparentes, entre elas uma luxação em um dos braços e uma má-formação na região da cabeça. A deformidade, conforme explicou, pode ter sido provocada durante o parto, hipótese que ainda será analisada pela perícia.
As equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram os primeiros levantamentos no condomínio, enquanto investigadores recolhem as imagens do sistema de monitoramento do residencial. De acordo com Rogério Gomes, os registros serão fundamentais para identificar quem deixou o feto na lixeira.
O delegado informou ainda que o feto tinha desenvolvimento compatível com cerca de 35 semanas de gestação, mas ressaltou que somente os exames periciais poderão apontar se ele nasceu com vida ou já estava sem sinais vitais no momento do parto.
“O resultado da perícia será determinante para a investigação. Dependendo das circunstâncias, o caso pode configurar crime de aborto, ou, caso a criança já tenha nascido sem vida, outras tipificações penais poderão ser analisadas, como vilipêndio de cadáver”, explicou. O caso segue sob investigação da DHPP.
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