Hospital Central tem 22 atendimentos no primeiro dia de operação

Após 34 anos de espera, o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso iniciou oficialmente suas operações nesta segunda-feira (19). O primeiro dia foi marcado pelo atendimento de 22 pacientes nas áreas de urologia e pediatria. Administrada pelo Hospital Einstein Israelita  a unidade tem a missão de absorver pacientes que aguardam na fila de regulação.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, lembrou que o hospital não funcionará em sua capacidade máxima de imediato. A ativação será gradual, dividida em quatro fases, com previsão de estar 100% operacional em abril. Informação que já havia sido disonibilizada na entrega da obra em dezembro. 

Nesta primeira etapa, o foco está em consultas ambulatoriais e exames diagnósticos. O público prioritário inicial são adultos com problemas urológicos, especialmente de próstata, e crianças que necessitam de tratamento oncológico ou cirurgias ortopédicas.

“Temos pacientes aguardando há mais de um ano. O surgimento do Hospital Central vem para reduzir rapidamente essa fila. Em abril, teremos 1.700 servidores assistenciais e 350 médicos em uma megaestrutura”, afirmou.

COMO FUNCIONA O ATENDIMENTO?

Um ponto crucial reforçado pela diretora-geral da unidade, a enfermeira e gestora Alessandra Bokor, é que o Hospital Central é uma unidade de “porta fechada”. Isso significa que o cidadão não deve procurar o hospital diretamente em caso de urgência.

O paciente deve estar em acompanhamento por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Pronto Atendimento. A unidade de origem é responsável por inserir o encaminhamento no sistema de Regulação do Estado.

A Regulação entra em contato com o paciente por telefone para informar a data e o horário do agendamento no Hospital Central.

Bokor faz um apelo para que o atendimento aconteça, o paciente precisa ser encontrado.

“É super importante o cadastro atualizado na unidade básica para que o contato ocorra de forma rápida. No dia do atendimento, é obrigatório trazer o Cartão SUS e um documento com foto”, explicou a diretora.

ALINE COÊLHO/www.hnt.com.br

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

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