O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), afirmou que o estado não tem a capacidade financeira para quitar a dívida dos pouco mais de 17% referente aos reajustes inflacionários da Revisão Geral Anual (RGA) não concedidos desde 2017 pelo Executivo Estadual. O assunto, que protagonizou destaque no início do ano, voltou ao centro das discussões após o pré-candidato a governo do estado, Welligton Fagundes (PL) revelar que se eleito, quitára integralmente o passivo acumulado.
À imprensa, o governador detonou o posicionamento do político liberal chegando a compará-lo com o ex-governador Pedro Taques (PSB), garantindo que o mesmo quebraria o estado, assim como o ex-mandante do Paiguás fez.
Mauro afirma que alguns discursos o “assusta” diante da suposta irresponsabilidade fiscal com as promessas. Sem citar nomes, o governador revelou que já ouviu de alguns candidatos a possibilidade do recolhimento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) dos produtores rurais e gera receita milionária aos cofres públicos.
“Acho engraçado alguns políticos querem reduzir receita, e aumentar despesas. Vai quebrar o estado. Político assim quebra o estado, Pedro Taques quebrou, Wellington está tomando o mesmo caminho do Pedro Taques para quebrar o estado. É isso que ele quer? Ser o Pedro Taques dois? É o caminho que ele está propondo. Já ouvi de um outro que propôs acabar com o Fethab, que dá R$ 3 bilhões de arrecadação e dar RGA, que tira R$ 4 bilhões. No segundo ano, Mato Grosso está quebrado”, explicou, nesta quarta-feira (11).
O vídeo de Fagundes sobre a RGA foi publicado nas redes do bolsonarista nesta terça-feira (10), quando garantiu seu compromisso com os servidores, afiançando o pagamento da dívida, caso comande o Palácio Paiaguás.
Mas, Wellington não foi o único com promessas voltadas ao assunto. Ainda no início do ano, quando o governo conseguiu aprovar na Assembleia o pagamento da RGA em torno de 5,2%, cerca de um por cento a mais do que o índice inflacionário, o vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Júlio Campos (União) fez o compromisso em nome do irmão, também candidato ao governo de quitar as dívidas.
