A menos de dez dias da eleição, 25% dos eleitores de Mato Grosso ainda não sabem em quem darão o segundo voto para o Senado. O percentual é mais que o dobro dos 11% de indecisos na primeira escolha e transforma a reta final da campanha em decisiva para uma disputa que ainda tem um grande contingente sem nome definido.
A Quaest mostra que o eleitor está bem mais resolvido sobre quem será sua primeira opção ao Senado do que sobre quem ocupará a segunda vaga.
No primeiro voto, Mauro Mendes (União) aparece com 37%, seguido por Janaina Riva (MDB), com 19%. Zé Medeiros (PL) tem 11%, Pedro Taques (PSB) 8% e Carlos Fávaro (PSD) também 8%.
No segundo voto, o cenário é muito mais aberto. Janaina tem 20%, Mauro 16%, Taques 10%, Medeiros 8% e Fávaro 7%. Outros candidatos somam 6%, enquanto 25% seguem indecisos e outros 6% dizem que votariam em branco, nulo ou não escolheriam ninguém.
É esse grupo de um em cada quatro eleitores que dá peso extra aos últimos dias de campanha.
Com duas vagas em disputa, uma mudança relativamente pequena nesse bloco pode alterar a ordem entre candidatos que hoje aparecem separados por poucos pontos no segundo voto. Isso não significa que os indecisos caminharão em uma única direção, mas mostra que a definição tardia desse eleitorado ainda pode mexer no desenho final da corrida.
A própria pesquisa indica que a volatilidade não está restrita a quem ainda não escolheu. Entre os eleitores que já apontaram algum candidato ao Senado, 37% dizem que ainda podem mudar de posição até a votação.
Em agosto, esse percentual era de 48%.
Ou seja, o eleitorado está se consolidando, mas a reta final ainda concentra duas frentes de disputa: convencer quem não definiu o segundo nome e tentar virar votos que já foram declarados, mas ainda não estão firmes.
Mauro apresenta a maior diferença entre primeira e segunda escolha. Ele tem 37% no primeiro voto e 16% no segundo. Janaina aparece de forma muito mais equilibrada, com 19% na primeira opção e 20% na segunda.
Taques cresce de 8% para 10% quando o eleitor é perguntado sobre a segunda escolha. Medeiros cai de 11% para 8%, enquanto Fávaro passa de 8% para 7%.
A combinação ajuda a explicar por que a última semana tende a ser especialmente importante para quem disputa a segunda cadeira. O primeiro voto aparece mais cristalizado; o segundo ainda tem um contingente de indecisos maior que a pontuação individual de qualquer candidato, com exceção de Janaina.
A Quaest ouviu 804 eleitores entre 21 e 24 de setembro. A margem de erro geral é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número MT-08098/2026.
