Wellington admite derrota no PL por veto a Janaina: “não sou imperador”

O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), admitiu “derrota” dentro do próprio partido na tentativa de incluir a deputada estadual Janaina Riva (MDB) em sua chapa para as eleições de outubro. Ao reconhecer que não conseguiu vencer a resistência à aliança, o parlamentar afirmou que não controla sozinho as decisões da legenda: “Eu não sou imperador”.

Janaina é nora de Wellington e casada com Diógenes Fagundes. A possibilidade de aproximação entre PL e MDB provocou um certo distanciamento entre Wellington e o deputado federal José Medeiros (PL), pré-candidato ao Senado, que sempre se posicionou contra a composição com o partido da deputada.

“Eu defendo, sempre defendi. Agora, eu não sou imperador, eu não sou dono do partido. Acho que tudo isso será, e o presidente Ananias já falou de forma muito clara, as decisões sempre serão do Diretório Nacional”, afirmou Wellington durante convenção partidária realizada na quarta-feira (22).

A declaração confirma que o senador tentou levar Janaina para o grupo político, mas não conseguiu superar o veto de integrantes do PL. A parlamentar era defendida por Wellington como possível integrante da chapa majoritária, enquanto Medeiros e outras lideranças rejeitavam qualquer acordo com o MDB.

A divergência ganhou força durante as discussões sobre a formação da chapa. Pessoas próximas a Wellington chegaram a defender que o empresário Odílio Balbinotti fosse lançado como candidato ao Governo, em uma alternativa que poderia reorganizar o grupo e abrir espaço para outras composições.

Wellington também reclamou de pressões para retirar candidaturas e afirmou que adversários tentavam vencer a disputa antes mesmo do início oficial da campanha.

“Olha, vocês sabem a pressão que nós recebemos aqui. Eles queriam ganhar a eleição por W.O. Eu falei: gente, até na Copa do Mundo não se aceita ganhar por W.O. Vamos disputar a eleição. Que tenha bastante candidato, que seja a WF, mas não o W.O. Estão tentando até agora acabar com candidaturas”, declarou.

Apesar da resistência do partido, o senador voltou a elogiar Janaina e afirmou que a carreira política da deputada não depende de sua relação familiar com os Fagundes.

“A Janaina é uma mulher que foi algo diferente na política mato-grossense. Ela tem CPF próprio. Antes de eu ter amizade com a Janaina, ela já era deputada, talentosa, três vezes a mais votada na Assembleia. Não fui eu que construí a vida política da Janaina”, disse.

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