Uma mulher buscou refúgio no Hospital Municipal de Ribeirão Cascalheira (MT), e utilizou uma máscara descartável para redigir um bilhete de socorro e denunciar o próprio companheiro por violência doméstica. O caso ocorrido neste domingo, 26 de julho de 2026, foi registrado pela Polícia Militar após a equipe de atendimento da unidade de saúde identificar a mensagem manuscrita com os dizeres “SOCORRO ESTOU SENDO AGREDIDA PELO MEU CONVIVENTE” e acionar as autoridades. Ao perceber que a polícia havia sido chamada, o suspeito fugiu do local antes da chegada da guarnição.
A sequência de episódios de violência teve início durante uma viagem de retorno do município de Querência. A vítima relatou que, ao pedir o celular do parceiro para visualizar fotografias da família, encontrou uma mensagem enviada por outra mulher. O homem reagiu tentando tomar o aparelho, apertou a mão da vítima, proferiu ofensas e declarou o término do relacionamento. Ao pararem em um estabelecimento comercial, o suspeito puxou as roupas da mulher e continuou com os xingamentos. A vítima conseguiu se afastar do agressor e pegou carona em uma motocicleta até a residência do casal.
No imóvel, a violência se intensificou. O homem exigiu a devolução do celular, xingou a vítima, agarrou-a pelo pescoço, apertou seus braços e tentou retirar suas roupas à força, resultando em arranhões no rosto e no pescoço da mulher. Na tentativa de se proteger, ela fugiu a pé em direção ao hospital, mas continuou sendo perseguida pelo indivíduo, que manteve as agressões e ofensas ao longo de todo o trajeto. Ao chegar ao balcão de atendimento, visivelmente emocionada e com medo, ela solicitou uma caneta aos funcionários e improvisou o pedido de ajuda no equipamento de proteção facial.
Após o acionamento via Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), os agentes realizaram rondas nas imediações para tentar localizar o suspeito, porém sem êxito. A guarnição escoltou a vítima de volta à residência para que ela pudesse recuperar sua caminhonete, modelo S10 branca. Na sequência, a mulher recebeu atendimento humanizado na Sala da Patrulha Maria da Penha, vinculada ao 1º Pelotão da PM, onde formalizou o boletim de ocorrência por lesão corporal, injúria, ameaça e violência psicológica, além de ser orientada sobre a solicitação de medidas protetivas legais.
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