O senador Jayme Campos (União), que também é pré-candidato ao Governo do Estado, anunciou que vai apoiar o projeto de lei que extingue a jornada de trabalho conhecida como “escala 6×1” no Brasil. A decisão foi divulgada em postagem na sua rede social nesta quinta-feira (04).
Na publicação, o parlamentar afirma que vai cobrar para que o projeto seja colocado em pauta no Senado o quanto antes. No mês passado, os deputados aprovaram a medida. Antes de ir à sanção presidencial, é preciso que os senadores também aprovem o texto.
“Quero deixar bem claro minha posição para os trabalhadores de Mato Grosso. Sou a favor e vou votar no Senado pelo fim da Escala 6×1, que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, exatamente como foi aprovada na Câmara”, afirmou.
A decisão de Jayme vem poucos dias depois de ele assinar, junto do senador Wellington Fagundes (PL), um projeto que demanda a criação de um novo regime de contratação em alternativa à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Conforme a proposta, o trabalhador receberia por hora trabalhada, dando mais autonomia para que trabalhadores e empregadores negociem os termos da relação trabalhista, desde que o valor mínimo pago por hora seja equivalente ao do salário mínimo.
Nessa nova manifestação, o senador sinalizou entender que a jornada de 40 horas de trabalho por semana, com dois dias de folga para o trabalhador é um “vantagem a mais na relação trabalhista”.
“O Brasil tem dimensões continentais e várias culturas e regras diferenciadas e assim também acontece no Mato Grosso que é maior do que muitos países, então existem várias nuances na relação entre patrão e empregado, por isso leis trabalhistas são importantes para assegurar os direitos e deveres tanto de quem emprega como de quem é empregado e naquilo que for favorável ao trabalhador, sempre contou durante toda minha vida pública e privada como vai continuar contando com meu integral apoio”, afirmou.
O texto aprovado pela Câmara dos Deputados prevê a redução da jornada para 40 horas semanais, garantindo dois dias inteiros de descanso. Além disso, foi proposto um período de transição de 14 meses, com duas etapas de redução da jornada: a primeira ocorrerá 60 dias após a promulgação da lei, com a redução da jornada para 42 horas; após um ano, a segunda etapa marcará a redução definitiva para as 40 horas.
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Foto: Fred Moraes/ GD
