Júlio Campos crava vitória de Jayme em convenção do União e prevê aliança com Pivetta no 2º turno

O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que a tese de candidatura própria do partido deve vencer com ampla maioria na convenção marcada para o dia 30 de agosto, consolidando o nome do senador Jayme Campos como candidato ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. Apesar da defesa da candidatura própria, o parlamentar também projetou uma aliança com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) em um eventual segundo turno.

Segundo Júlio, a expectativa é que cerca de 35 dos 50 convencionais do partido votem favoravelmente à candidatura própria, entendimento que, na avaliação dele, atende aos interesses da legenda tanto na disputa majoritária quanto na formação das chapas proporcionais.

“Nós acreditamos que a grande maioria dos 50 votantes prefere a candidatura própria. Eu acredito que tenha maioria absoluta, ou seja, aproximadamente 35 votos dos 50 votantes”, declarou.

O deputado argumentou que lançar um candidato ao Palácio Paiaguás é fundamental para fortalecer o desempenho do União Brasil nas eleições proporcionais. Conforme ele, sem candidatura própria, a bancada estadual poderia cair para apenas dois deputados, enquanto a representação federal também seria reduzida.

Questionado sobre um possível racha interno caso Jayme seja confirmado candidato, Júlio minimizou a possibilidade. Ele afirmou que integrantes do partido que desejarem apoiar Pivetta terão liberdade para fazê-lo e lembrou que situações semelhantes já ocorreram em eleições anteriores.

“O próprio ex-governador Mauro Mendes, que é nosso pré-candidato ao Senado, já está assegurando a ele a liberdade para apoiar o seu amigo republicano, doutor Otaviano Pivetta. Não há nenhum problema”, disse.

Apesar da disputa no primeiro turno, Júlio defendeu que a aproximação entre Jayme e Pivetta é o caminho mais natural em uma eventual segunda etapa da eleição. Segundo ele, os dois grupos mantêm boa relação política e integram o mesmo campo político há mais de uma década.

“Nós queremos e defendemos que, no primeiro turno, possamos ter o nosso programa de governo e também a candidatura própria. No segundo turno se faz essa coligação. Se o Jayme Campos não for para o segundo turno, nós temos que escolher um candidato a governador. É muito mais fácil compor com o Otaviano, que já está no mesmo grupo há 12 anos conosco, do que com o PL, que hoje é nosso adversário”, afirmou.

Júlio também destacou que ainda existe espaço para diálogo entre as lideranças e não descartou um entendimento antes mesmo da eleição, embora reconheça que as pré-candidaturas já estão bastante consolidadas.

“Em política tudo é possível. Não temos nada, pessoalmente, contra o Otaviano Pivetta. Tudo é possível. Vamos dialogar. Não há nenhum rompimento, não há nenhuma dificuldade”, concluiu.

https://www.olhardireto.com.br/