Júlio Campos diz que Bolsonaro escolheu o filho por questão pessoal e critica estratégia: “deveria ser Tarcísio”

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que a direita brasileira errou ao escolher Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à Presidência da República e atribuiu a decisão a uma questão pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador. Para o parlamentar, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deveria ter sido o escolhido para disputar a eleição contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O erro começou na escolha do candidato. O candidato natural da direita, nosso, deveria ser o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Lamentavelmente, por uma questão pessoal, particular, o presidente Bolsonaro indicou seu filho, Flávio”, declarou Júlio.

Na avaliação do deputado, a escolha de Flávio ocorreu em detrimento de outros nomes da direita. Ele reconheceu, porém, que o senador conseguiu ampliar sua votação durante a campanha e terminou a disputa com quase 49% dos votos, mas não foi eleito presidente.

“Significa que realmente erramos no candidato, mas bola para frente”, afirmou.

Júlio também apontou a mobilização da militância do PT entre o primeiro e o segundo turno como um dos fatores que contribuíram para o resultado. Segundo ele, o partido intensificou a presença nas ruas e conseguiu atrair eleitores durante a campanha.

O parlamentar disse que havia alertado lideranças locais e nacionais ligadas à campanha de Flávio sobre a capacidade de mobilização da esquerda. Ele também mencionou o desempenho do senador no primeiro debate televisivo como um dos fatores que, em sua avaliação, prejudicaram a candidatura.

Após a derrota, Júlio defendeu a formação de novas lideranças na direita e afirmou esperar que o Congresso Nacional eleito, cuja composição considera majoritariamente de centro-direita, tenha uma atuação responsável diante do novo governo.

“Agora vamos formar uma nova liderança e confiar que o Congresso Nacional eleito, que a grande maioria é de centro-direita, faça um bom trabalho, mas também que não atrapalhe o novo governo”, concluiu.

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