
O deputado estadual Júlio Campos (União) criticou a tramitação em regime de urgência do projeto do Governo de Mato Grosso que autoriza a contratação de um empréstimo para investimentos em habitação popular. O parlamentar defendeu mais tempo para análise da proposta, elogiou o pedido de vista apresentado pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PL).
Segundo Júlio, Lúdio agiu corretamente ao solicitar vista da matéria e propor alterações antes que o texto fosse levado à votação.
“Eu acredito que o deputado Lúdio Cabral agiu com precisão ao pedir vista, fazer algumas emendas e a Assembleia não votar nessa pressa, nesse regime de urgência urgentíssima, por um projeto que é polêmico”, afirmou.
O parlamentar questionou a necessidade de o Estado recorrer a um financiamento diante da atual situação financeira de Mato Grosso. Conforme ele, o governo possui recursos suficientes em caixa, o que justificaria uma discussão mais aprofundada sobre a contratação da operação de crédito.
“O Mato Grosso hoje tem em caixa R$ 10 bilhões aplicados no banco, rendendo juros de menos de 1% ao mês. Para que contrair um financiamento com a Caixa Econômica pagando juros de 15% ao ano? Então, quer dizer, é uma incongruência”, declarou.
Apesar das críticas à forma como o projeto está sendo conduzido, Júlio ressaltou que considera a iniciativa importante para enfrentar o déficit habitacional no Estado. Ele afirmou que a habitação popular será um dos principais compromissos de Jayme Campos (União) caso dispute o Palácio Paiaguás em 2026.
“É um projeto muito válido. Nós sabemos do déficit habitacional em Mato Grosso. Aliás, o próprio pré-candidato a governador Jayme Campos já disse que a principal bandeira da sua campanha vai ser habitação popular”, disse.
O deputado ainda relembrou sua gestão à frente do Governo de Mato Grosso, destacando programas habitacionais executados durante seu mandato, e defendeu uma nova política pública voltada ao setor.
“Como eu, no passado, fiz 30 mil casas populares em Mato Grosso, acredito que está na hora de um novo governo fazer não só 60 mil casas, mas, se possível, também 40 mil lotes populares para atender a população”, concluiu.
