O senador eleito Mauro Mendes (União) minimizou as críticas que recebeu ao se posicionar contra o fim da escala de trabalho 6×1. Em conversa com a imprensa, disse que não mudará de posição em defesa do que acredita só pela repercussão negativa da fala.
Em coletiva no último dia 5, ele defendeu que o Brasil adote um modelo de jornada com regras flexíveis, semelhante ao praticado nos Estados Unidos, onde muitos enfrentariam rotinas de 12, 14 e até 16 horas diárias porque ganham proporcionalmente pelas horas trabalhadas.
A fala gerou polêmicas e foi criticada, principalmente por setores da esquerda e da classe trabalhadora. Ao comentar as críticas que recebeu, Mendes afirmou que não teme prejuízos em futuras disputas eleitorais.
O Senado aprovou na quarta-feira (14), em dois turnos, a PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala.
“Eu nunca temi falar aquilo que acredito e fazer aquilo que acredito. Se me preocupasse com isso, Mato Grosso não estaria onde está hoje. Foi fazendo a coisa certa, dizendo as coisas corretas e, obviamente, respeitando o contraditório”, disse.
“Não é porque alguém é contra, alguém chia, alguém reclama, que vou mudar as minhas opiniões. Vivemos em uma democracia, cada um dá a sua opinião e vence a maioria. As ideias que eu defendi me levaram a uma ampla aprovação três vezes em Mato Grosso”, completou.
Mendes também negou que seja contraditório o recuo do senador Flávio Bolsonaro em relação ao projeto. Anteriormente, Flávio e o PL se diziam contra a medida, mas votou a favor.
“Não vejo contradição nenhuma, vejo isso na democracia, manda a maioria. Cada um tem direito a ter o seu pensamento e na democracia vence a maioria”, encerrou.
