Wellington afirma que articulações em Brasília para retirar sua candidatura continuam: ‘estão tentando até agora’

Mesmo após ter a candidatura homologada pelo PL, o senador Wellington Fagundes afirmou nesta quarta-feira (22) que ainda existem articulações de bastidores para inviabilizar seu projeto ao governo.

Segundo ele, lideranças tentaram convencer a direção nacional do partido a desistir de uma candidatura própria no estado para facilitar a disputa eleitoral.

Durante entrevista após a convenção do PL, Wellington disse que o movimento buscava evitar uma disputa direta pelo Palácio Paiaguás.

“Eles queriam ganhar a eleição por W.O. Falei: gente, até a Copa do Mundo não se aceita ganhar por W.O. Vamos disputar a eleição, tenha bastante candidato, que seja W.F., mas não o W.O. Então, estão tentando até agora acabar com candidaturas”, declarou.

Sem citar nomes, o senador confirmou que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, foi procurado diversas vezes para discutir a possibilidade de o partido abrir mão da candidatura ao governo em Mato Grosso.

“O Valdemar, que é o presidente do partido, foi procurado muitas vezes para que o PL não tivesse candidato a governador. Muitas vezes. Isso não sou eu que estou dizendo, está na imprensa nacional. A Folha de São Paulo colocou na semana passada”, afirmou.

As declarações ocorrem em meio às informações de bastidores de que o Republicanos, partido do governador Otaviano Pivetta, teria buscado construir um entendimento nacional para consolidar apoios em Estados estratégicos. Também circulou a informação de que o apoio à pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro teria sido condicionado a acordos regionais, incluindo Mato Grosso.

Questionado sobre essas tratativas, Wellington afirmou que não participou diretamente das conversas. Apesar disso, confirmou que o assunto foi debatido diversas vezes com Valdemar Costa Neto.

“Claro que ligou. Várias vezes nós nos reunimos. Foi perguntado: ‘Wellington, como é lá no Mato Grosso? É possível fazermos uma composição?’. Eu falei: ‘Valdemar, eu quero ser candidato’”, relatou.

Segundo o senador, as discussões sobre uma eventual composição ocorrem há mais de um ano e sempre foram acompanhadas por pesquisas eleitorais.

“Se eu estivesse mal na pesquisa, você acha que eu iria impor para ser candidato? Claro que não. As pesquisas foram mostrando que a candidatura do PL teria viabilidade. Depois, que a candidatura do Wellington no PL teria viabilidade”, afirmou.

Wellington também revelou que o empresário Odílio Balbinotti, oficializado como primeiro suplente de José Medeiros ao Senado, chegou a ser cogitado pelo partido para disputar o governo.

“O PL abriu para o Odílio ser candidato. Se ele fosse mais viável, ele seria sem problema nenhum”, disse.

Apesar de citar levantamentos eleitorais favoráveis ao seu nome, Wellington ponderou que a disputa ainda está em aberto.

“Pesquisa não ganha eleição. Pesquisa é a fotografia do momento”, ressaltou.

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