Convenções partidárias ameaçam projetos majoritários

As convenções partidárias que definirão os candidatos ao governo de Mato Grosso, Senado e chapas proporcionais, começam no próximo 20 de julho e prometem consolidar ou embaralhar o tabuleiro da sucessão estadual. Até 5 de agosto, partidos e federações deverão homologar candidaturas, fechar coligações e resolver disputas internas que ainda ameaçam os principais projetos eleitorais. O registro das candidaturas na Justiça Eleitoral deverá ser feito até 15 de agosto.

O primeiro partido a realizar convenção será o Missão, legenda criada a partir do antigo MBL. O encontro está marcado para 20 de julho. A expectativa é que a sigla oficialize a candidatura do empresário Rafael Millas ao governo, abrindo formalmente a temporada eleitoral em Mato Grosso.

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) chega ao período das convenções como candidato à reeleição. A legenda marcou seu encontro para 4 de agosto, quando deverá homologar seu nome e consolidar a aliança construída em torno da continuidade da atual gestão estadual.

A principal disputa interna, porém, ocorre no União Brasil, cuja convenção está prevista para 30 de julho. O senador Jayme Campos (União) tentará convencer o partido a lançar candidatura própria ao Palácio Paiaguás. Do outro lado, está o grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União), pré-candidato ao Senado, que defende o apoio do União Brasil à reeleição de Pivetta. O embate colocará frente a frente dois dos principais líderes da legenda e definirá se o partido terá candidatura própria ou permanecerá na base governista.

Na centro-esquerda, a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) deverá utilizar sua convenção, marcada para 25 de julho, para formalizar o apoio à candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) ao governo e à reeleição do senador Carlos Fávaro (PSD). O principal impasse está na segunda vaga ao Senado. Enquanto o PT trabalha para incluir o ex-governador Pedro Taques (PSB) na chapa, o PCdoB tenta viabilizar a candidatura da professora Patrícia Nogueira, disputa que ainda divide a federação.

Outro foco de atenção é o Podemos, presidido em Mato Grosso pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Pode). Com convenção marcada para 4 de agosto, a legenda ainda não definiu qual candidatura ao governo apoiará, tornando-se uma das peças mais cobiçadas nas negociações entre os grupos políticos.

No PL, a convenção, no dia 22, deverá confirmar o senador Wellington Fagundes como candidato ao governo e o deputado federal José Medeiros ao Senado. A homologação, entretanto, ocorre em meio a um ambiente de tensão. Lideranças do partido têm demonstrado resistência à candidatura de Wellington, abrindo uma crise interna às vésperas da convenção.

O MDB também poderá produzir um dos movimentos mais relevantes do período. A legenda lançará a deputada estadual Janaina Riva (MDB) em uma candidatura avulsa ao Senado, sem necessariamente integrar uma chapa ao governo. Situação semelhante vive o Avante, que avalia homologar o nome do ex-presidente da Aprosoja Brasil Antônio Galvan para disputar o Senado de forma independente.

Além das principais siglas, o calendário prevê convenções do PSD, PSB e PDT em 24 de julho; da Federação Brasil da Esperança em 25 de julho; do União Brasil, PP e da Federação PRD-Solidariedade em 30 de julho; do Avante em 1º de agosto; do Republicanos, MDB e Podemos em 4 de agosto; e do PL e Novo em 5 de agosto.

A Federação PSDB-Cidadania ainda não definiu a data de sua convenção. Porém, já adiantou que irá apoiar a reeleição de Pivetta.

Embora as candidaturas mais competitivas ao governo já estejam praticamente desenhadas, as convenções ainda podem alterar o cenário político. A definição dos palanques, das candidaturas ao Senado e dos apoios partidários tende a influenciar diretamente a configuração da campanha eleitoral que começará oficialmente após o registro das candidaturas, em agosto.

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