Para cortar cargos de 1º e 2º escalão, Governo pode criar até três ‘supersecretarias’

Otaviano Pivetta (Republicanos) estuda fundir secretarias para reduzir cargos de primeiro e segundo escalãona estrutura do Governo de Mato Grosso, com a orientação de preservar as áreas responsáveis pela prestação dos serviços públicos. Entre os desenhos mais cotados estão a união da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e a incorporação das funções da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) pela Casa Civil, criando estruturas com maior concentração de atribuições.

Há também forte indicativo de que a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) seja incorporada à Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

As propostas ainda não estão fechadas. A ideia central da reforma é concentrar áreas administrativas e reduzir postos no topo da máquina, sem extinguir os serviços hoje executados pelas pastas que poderão perder status de secretaria.

A possibilidade de diminuir o número de secretarias já havia sido admitida pela vice-governadora eleita Gisela Simona (União), que confirmou ao Olhar Direto que o corte de cargos comissionados está entre os focos da reorganização. Segundo ela, a configuração das secretarias ainda é objeto de análise.

O levantamento que servirá de base para Pivetta bater o martelo está sob responsabilidade do procurador do Estado Rogério Gallo (União), ex-secretário de Fazenda e um dos nomes mais influentes da gestão Mauro Mendes (União).

Gallo foi encarregado de apontar onde é possível reduzir despesas e redesenhar o organograma sem comprometer as entregas. A intenção é concluir o diagnóstico ainda em outubro.

Núcleo da reforma

Também participa diretamente das discussões o novo secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Manciolli (Republicanos), amigo pessoal de Pivetta e seu ex-chefe de gabinete. Integrante do núcleo de confiança do governador, ele deverá ter peso na definição do novo desenho administrativo.

A vice-governadora eleita Gisela Simona (União) também entrou de vez no processo. Após dez dias de férias, retornou na quinta-feira passada e passou a acompanhar integralmente os estudos sobre estruturas, contratos e despesas.

O desenho ainda não está fechado. O relatório coordenado por Gallo deverá apontar quais fusões são viáveis antes de Pivetta definir a estrutura administrativa que pretende levar para 2027.

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