A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou, nesta segunda-feira (20), que a servidora da rede municipal de Educação de Novo Santo Antônio, Ana Carolinne Gomes Carlos, de 31 anos, morreu em decorrência de intoxicação por metanol após consumir bebida alcoólica adulterada. A perícia também confirmou que um homem, morador de Aripuanã, morto no último dia 8, teve a mesma causa de morte.
A confirmação ocorreu após análises toxicológicas realizadas em amostras de sangue das vítimas, que identificaram a presença de metanol, um álcool altamente tóxico ao organismo humano. Segundo a Politec, ambos ingeriram bebidas alcoólicas adulteradas.
Ana Carolinne morreu no dia 12 de julho após apresentar sintomas graves, como falta de ar, mal-estar, perda da visão, sonolência, confusão mental e dificuldade para falar. Ela chegou a procurar atendimento médico e foi encaminhada ao Hospital Regional de Água Boa, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória durante o trajeto e morreu antes de chegar à unidade.
Antes de falecer, a servidora informou aos profissionais de saúde que havia consumido bebida alcoólica durante um festival realizado em São Félix do Araguaia, na sexta-feira (10).
Já no caso do morador de Aripuanã, a Politec não divulgou detalhes sobre as circunstâncias da intoxicação ou onde ocorreu o consumo da bebida.
As amostras de sangue das duas vítimas foram encaminhadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) ao laboratório forense da Politec, responsável pelos exames toxicológicos relacionados à investigação de intoxicações. Os dois casos seguem sendo investigados pela Polícia Civil.
Histórico de mortes por metanol em Mato Grosso
Dados do painel de monitoramento da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) mostram que, além das duas mortes confirmadas nesta segunda-feira, Mato Grosso já registrou outros cinco óbitos provocados por intoxicação por metanol entre novembro de 2025 e junho de 2026. Outras duas pessoas sobreviveram após serem diagnosticadas com a intoxicação.
As mortes confirmadas ocorreram nos seguintes municípios:
- Itanhangá: mulher, de 42 anos, morreu em 4 de novembro de 2025 após internação em Sorriso. Recebeu antídoto durante o tratamento.
- Várzea Grande: mulher, de 30 anos, morreu em 6 de novembro de 2025. Ela já chegou sem vida à unidade de saúde, levada por familiares.
- Querência: homem, de 24 anos, morreu em 18 de novembro de 2025 após internação em Barra do Garças.
- Nova Brasilândia: homem, de 33 anos, morreu em 7 de dezembro de 2025, também após confirmação laboratorial da intoxicação.
- Querência: mulher, de 37 anos, morreu em 15 de junho de 2026. Ela chegou a receber o antídoto, mas não resistiu.
A Secretaria de Estado de Saúde acompanha os casos e reforça o alerta sobre os riscos do consumo de bebidas alcoólicas de origem desconhecida ou adulteradas, já que o metanol pode causar cegueira, falência de órgãos e morte.
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